domingo, 22 de agosto de 2010

O quanto a vida pode ser confusa?




Acho que essa é a pergunta de “um milhão de dólares”.

Simplesmente nunca é simples, e facilmente as coisas vão ficando difíceis, o que é extremamente irritante. Até quando um ser humano pensante pode aguentar esta quantidade aparentemente ilimitada de limites? Afinal, cada passo que damos já foi previsto, não existe mais escolhas extraordinárias, vivemos em um mundo em que o próprio ato de dormir pode ser transformado em um problema de dimensões imensuráveis. Se você dorme demais te chamam de preguiçoso, desleixado, irresponsável! Mas ninguém se preocupa realmente se precisas desses minutos sagrados que (cientificamente já estão provados) ajudam muito naquele raciocínio do fim do dia.
Estamos em um mundo de “juízes” que a cada dia nos condenam a viver controladamente conforme as regras, belas regras por sinal, afinal elas que nos traduzem como cidadãos pertencentes à uma civilização moderna. “Não use isso”,” não use aquilo”, “compre isso”, “compre aquilo”! Tudo se resume em regras, estas que deveriam facilitar o dia à dia nos deixam cada vez mais confusos e aprisionados ao monotonismo urbano. Há quem diga que as surpresas dos dias de hoje seria não encontrar trânsito em uma segunda-feira de manhã em uma grande cidade. Trágico!
Queria que os nossos dias nos trouxessem alegrias iguais aqueles filmes da Disney que via quando criança, mais alegres e menos preocupantes... querer não é poder, será verdade? Não, não é o que eu penso! Sim, querer é poder, gosto de manter minha mente em um “sistema” de pensamento positivo. Não sou nenhum idiota pra pensar que sair por ai usando vestidinhos do século passado, saltitando pela floresta e conversando com animais um tanto afeminados é o começo de um dia perfeito, mas sim, que podemos abrir a janela e respirar o começo de um novo dia, e não pensar em como vai ser cansativo no final. Já será um progresso.
Viver a vida não é pra ser cansativo, é pra ser prazeroso e gratificante, afinal, a vida é sua e de mais ninguém. Esse papo de que “pra amarmos os outros temos que nos amar primeiro” é totalmente aceitável, não é egoísmo, é alto-preservação! Cada a um foi abençoado com um só corpo, não importa quem ou o que nos deu, mas sim em como vamos usa-lo. Cada parte dele foi feita com um propósito: ser usado, e é tudo que ele precisa! E, ao deixar de usar uma única parte que seja, é desperdício. O mais triste é que geralmente mantemos nosso corpo em “Stand by”, ou seja, no modo previsível. Viver por instinto não é mais opção pra maioria de nós, eu sei, mas uma vez por dia, nem que seja somente por alguns minutos, poderíamos relaxar, não pensar em relacionamentos, trabalho, cidades, mas sim em nós mesmos, a grande máquina. Nossas escolhas talvez ficariam menos óbvias, nossas mentes ficariam preenchidas com algo menos inoportuno, e a vida, a tão confusa vida, talvez passasse a ser mais esclarecedora!


Lufech Beaverhousen

Um comentário:

  1. Eu penso que se a vida fosse mais clara, acabaria perdendo um pouco da sua graça... Hehehhe belíssimo texto

    ResponderExcluir